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Bangor-St. John's
antes... Atlantic-Bangor
De manhã fomos para o aeroporto aonde e antes de tudo,
tivemos que telefonar para St. John’s para conseguirmos a formalidade
alfandegária do “can pass”.
Abastecemos os aviões e, feitos planos de vôo, descolámos para
S.John’s.
Estava um dia óptimo. Sobrevoámos a Baía de Fundy com a Nova
Escócia do nosso lado direito e a Nova Brunsvique do lado esquerdo.
Como me sabia bem ver toda aquela bonita paisagem, com um sol
radioso e sem aqueles abanões da chuva e do mau tempo! Como se diz em Brasilêz :
“...estava mesmo a curtir...”
A seguir veio o Golfo de S. Lourenço com todo aquele
emaranhado de canais, bordejados de pequenas vilas (piscatórias, por certo),
encontrámos pelo caminho várias ilhas, algumas delas Francesas, até chegarmos à
Terra Nova, aonde, mais uma vez, aterrámos no nosso destino – St. John’s.
Durante todo o trajecto o tempo esteve bom com a natural
excepção de St. John’s que, regra geral, está tapado e obriga a uma descida de
instrumentos; o que foi o caso.
O Delfim aterrou à minha frente e prosseguiu para o
estacionamento; parei o avião junto ao dele. Mais uma vez o desgraçado foi
tratar dos nossos assuntos, neste caso do desembaraço alfandegário. Apareceu
acompanhado duma inspectora dos “customs”, muito novinha e simpática que fez o
seu trabalho de forma rápida e eficaz, para meu espanto!!!
Mudámos os aviões para outro lugar afim de serem reabastecidos. Aí, tive o
prazer de conhecer um piloto de “ferry” Sul Africano, novo, simpático e
experiente que me ajudou na análise da previsão meteorológica para o dia
seguinte. Por sinal bastante má. Iríamos ter vento de frente toda a viagem.
Depois de mais de duas horas e já de noite, seguimos para o hotel, de
primeiríssima categoria, diga-se em abono da verdade.
Encomendámos o jantar para o quarto e depois do duche da
ordem, comemos e cama. O dia seguinte ia por certo ser duro.
António Faria e Mello
a seguir...
St. John's-Lajes
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